PRAZER SANGÜÍNEO

– “Marduk rulessssssssssssss!” – gritavam a plenos pulmões cabeludos vestidos de preto e com camisetas estampadas com o logo da banda, na saída do show. 
 
A apresentação da banda sueca havia sido “matadora”. Como ela. Alessia era agora uma assassina. Havia deixado o rol dos ‘metaleiros’ que muito falam e nada fazem, para integrar o dos que realmente vivem a ideologia do estilo. Vitor a estava incomodando e foi eliminado.  Não é o que prega o Satanismo: a eliminação dos inimigos? Só que Vitor não era inimigo, era seu namorado, e a amava. E ela também.
 
Passou o show inteiro quieta. Ítalo era quem melhor a conhecia, e percebeu de longe que a animação daquela tarde havia-se dissipado, e que era melhor manter distância de Alessia. Ela odiava que lhe perguntassem se estava bem, precisando de ajuda, ou coisas do gênero. Quando sentisse necessidade o procuraria. E ele estaria lá, junto aos demais amigos, esperando que isso acontecesse.
 
Duas bandas abriram a noite, as duas de amigos de Alessia, mas ela não se animou. Não ficou no meio da galera, não bateu cabeça. Ao invés disso, ficou em seu canto escuro e solitário, bebendo uma lata de cerveja após a outra. O que faria com Vitor? Teria que dar um fim no corpo, e isso até que não seria tão difícil. O problema é que, mais dia, menos dia, as pessoas notariam a ausência dele. Perceberiam que não havia ido trabalhar, que não aparecia nos shows, que nunca mais havia ido ao Largo. Perguntariam a ela, a pessoa de quem ele era mais próximo. O que diria? E quando a ausência se tornasse prolongada demais, passando de uma bebedeira e dias de ressaca, Vitor seria dado como desaparecido, e a polícia então se envolveria no caso. Novamente viriam até ela e, convenhamos, seu perfil não era o que a polícia consideraria dos mais confiáveis.
 
– O Marduk já vai entrar no palco, Less – avisou Guilherme, oferecendo à moça outra cerveja – Não vi o Vitor por aqui, ele não vem?
 
Alessia tremeu por dentro. Vitor estava morto há menos de 5 horas e já haviam começado as dores de cabeça. Pegou a lata que Guilherme oferecia, levantou-se em silêncio de onde estava e aproximou-se do palco. A cabeleira preta e levemente ondulada voava para frente e para trás, violentamente. Entregando-se ao som, esperava conseguir afastar, por momentos que fossem, Vitor de sua mente.
 
Still fucking deeeeeeeaaaaaaaaaaaddddddddddddd! – vociferou Legion, vocalista da banda, anunciando o que tocariam a seguir. A galera, alucinada, gritava em uníssono:
 
Marduk! Marduk! – fazendo com os dedos indicador e mínimo o sinal do demônio.
 
Alessia não gritou. Parecia ter saído de um transe para entrar em outro. Ficou no meio da multidão, parada. Quase não respirava. “É, still fucking dead”, pensou. E nada que viesse a fazer mudaria isso. Vitor estava morto, e continuaria assim pela eternidade. Lamentaria mais tarde, se ainda acreditasse que valia a pena. Precisava pensar, tinha que encontrar uma maneira de afastar dela toda suspeita.
 
Um headbanger passou por ela e gritou, em seu ouvido:
 
Hail Sataaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnn!!!!!!
 
O primeiro pensamento foi fazer com que ele conhecesse a força de seu coturno com ponteira de metal, mas controlou-se. Havia tido uma idéia durante o show, e aquele poser viria bem a calhar. Estava na hora certa, no lugar certo. Ou errado, depende de que lado da faca você está.
 
– Less, vem com a gente pra casa dos caras? Vamos ficar bebendo até meio-dia, aí vamos fazer churrasco – convidou Mephistos.
 
– Obrigada, mas não. Vou pra casa, pode ser que o Vitor ligue. Divirtam-se, bebam por mim!
 
Despediu-se de Mephistos, Ítalo e dos demais, e seguiu a pé para casa. No meio do caminho, conforme esperado, encontrou o poser que havia berrado em seu ouvido na saída do show.
 
– Ô, vampira, não tá a fim de me levar pro seu sarcófago?
 
Alessia queria vomitar. Poser era elogio para uma figura daquelas. Respirou fundo, buscou coragem para encarar ‘aquilo’ sem demonstrar seu asco, e sorriu. Jogou-lhe um olhar sexy e convidativo, chamou-o com o dedo indicador. “Nenhum homem resiste a um gesto desses, acompanhado de um olhar magnético e um sorriso sedutor”, dissera-lhe uma vez seu namorado. Era hora de testar.
 
– Obrigado Sataaaaaannnnn!!!!!!!!! – berrou o headbanger poser – Nunca pensei que um dia me daria atenção, Deusa Alessia – disse aproximando-se dela e beijando a mão com a qual ela o chamava.
 
Caminharam para a casa dela em quase silêncio, quebrado apenas pela tentativa dele de puxar assunto. Alessia parecia não ouvir.
 
Entraram no prédio, subiram ao 11° andar. 
 
– Me espere aqui – ordenou ela, enquanto entrava no quarto. Jogou cobertor e uma dezena de almofadas sobre o corpo de Vitor, acendeu duas varetas de incenso para afastar o odor da morte. Quando retornou à sala, sua companhia observava a coleção de lâminas exposta na parede, e esticava o braço para pegar um dos exemplares.
 
– Nem pense em fazer isso – surpreendeu-o Alessia -, ninguém a não ser eu, toca nessas lâminas. Se o fizer, terei que matá-lo – disse sorrindo, puxando-o pela corrente presa à cintura.
 
Luigi era seu nome, mas todos o chamavam de Conan, devido ao seu porte físico.
 
– Desculpe, não foi minha intenção ofender você – apressou-se em dizer -, só queria olhar mais de perto.
 
– Para olhar de perto, não precisa tocar. Bom, geralmente não… – maliciou, umedecendo os lábios e estimulando o desejo que sabia que Conan nutria por ela.
 
Mostrou a ele a porta de seu quarto, pediu que a aguardasse e ausentou-se por mais alguns minutos. Voltou vestindo catsuit de couro, botas 7/8 salto 15 e plataforma, luvas também 7/8 de látex. Tirou a corrente que ele trazia em torno da cintura, enquanto olhava embasbacado para ela.
 
Afastou-se por instantes, acendeu as velas e ligou Behemoth em volume máximo. O coração de Conan começou a bater acelerado. Ah, sim, ela sabia mesmo como fazer aquilo. Não havia se enganado todas as vezes que fantasiara.
 
Aproximando-se a passos firmes, empurrou-o para a cama. De dentro de uma das gavetas do criado-mudo, tirou uma máscara de couro com zíper na boca, que usava nas brincadeiras com Vitor. Subiu na cama, ficando de joelhos atrás dele, e deslizou a mão pelo seu peito, subindo-a em direção ao rosto. Beijou seu pescoço e levemente mordeu o lóbulo da sua orelha direita.
 
Conan estava sem ação, mas respirando ofegantemente.
 
Alessia então usou a corrente que havia tirado dele para acorrentá-lo, prendendo seus braços ao longo do corpo. Onde as duas partes da corrente se encontram, às costas, prendeu um pequeno cadeado. As duas pontas que pendiam envolveram-lhe os pulsos, que ela prendeu com uma segunda tranca. Pegou a máscara de couro e a vestiu em Conan, fechando o zíper que ocupava o lugar da boca. Não queria ouvir a sua voz.
 
Longos minutos transcorreram sem que Conan ouvisse qualquer som, a não ser o da banda que gritava preceitos satânicos. Alessia apenas observava. Ele não sabia o que aconteceria a seguir, estava acorrentado, encapuzado e não podia ver, nem falar. Ela deixou que um sorriso surgisse nos lábios. Adorava aquele tipo de situação.
 
Claro, Conan poderia se levantar dali se quisesse, suas pernas estavam soltas. Mas para onde iria? Perdeu o senso de direção, e não sabia que perigos escondiam aquele quarto. Então sentiu algo gelado tocar sua garganta e descer pelo peito. Sentia que era algo afiado, pois arranhava a pele. “Uma lâmina”, pensou. Pelo que conseguia sentir, sabia que era estreita, bastante firme e a julgar pela distância que a moça parecia estar dele, longa.
 
Uma espada era o que Alessia apontava em sua direção. Encostou a ponta um pouco mais incisivamente em seu pescoço, furando-o levemente, fazendo surgir sangue. Desceu a lâmina e a colocou por dentro da camiseta dele, fazendo com que sua pele entrasse em contato com o metal gelado. Com o fio voltado para cima, e num único movimento rápido, rasgou a camiseta em duas metades, a lâmina retornando ao seu pescoço, atingindo exatamente o mesmo ponto de antes, de onde Alessia havia tirado uma gota de seu sangue.
 
Conan respirava cada vez mais rápido e com dificuldade. Suor escorreu por debaixo da máscara e misturou-se à gota vermelha saída de seu pescoço. Estava com medo, mais do que jamais estivera em toda sua vida. Mas também estava excitado. Aquela garota era selvagem. Nunca conhecera ninguém como ela.
 
Alessia sentou-se em seu colo, as pernas envolvendo a cintura dele e os braços em volta de seu pescoço, a espada ainda em punho. Abriu o zíper da máscara, permitindo que Conan tentasse respirar, mas sem dar muita chance para tanto. Deu-lhe um beijo violento, mordendo seus lábios e fazendo-o sangrar, sorvendo o sangue enquanto o beijava. Lembrou-se de como tudo começara, e do prazer que sentiu ao beber de Vitor. E dos motivos que levaram-na a convidar Conan para sua cama.
 
Fechou o zíper novamente, posicionou-se na cabeceira da cama e o puxou para cima, mantendo-o sentado, encostado na cabeceira. Cortou o que restava da camiseta dele, expondo seu peito ofegante. Beijou-o, alternando entre massagens com a língua e com os lábios, passando os dentes em sua pele. Tirou as luvas e tocou seu tórax com as mãos nuas. As unhas, longas, pontudas e afiadas, acariciavam-no como dez finas lâminas que trazia nas pontas dos dedos.
 
O medo é extremamente excitante. Conan sempre imaginara isso, mas nunca havia experimentado a sensação de perigo vindo de uma linda mulher, e Alessia não era só linda: era realmente perigosa. Tentou relaxar, mas era humanamente impossível. E a bem da verdade, não queria. Sentia-se estranhamente bem em meio àquilo tudo. Sentia excitação e o desejo aumentava a cada movimento dela.
 
Ouviu o som de zíper descendo. O zíper da bota de Alessia. De dentro, ela tirou sua adaga. Pequena, mas bastante afiada. Desenhou em seu peito, bem no centro, um pentagrama de invocação. Os traços foram feitos com cortes fundos e lentos, prolongando a dor e a ardência da lâmina rasgando a carne. Alessia abriu novamente a máscara e aproximou a lâmina ensangüentada da boca de Conan, enquanto saciava sua sede na estrela recém desenhada. Ele não sabia se gemia de dor ou de prazer. Decidiu que faria ambos, pois a moça não notaria a diferença. Gemidos abafados.
 
Novamente som de zíper descendo. Desta vez era o do catsuit, que ia do pescoço até o umbigo. Alessia o abriu por inteiro, permitindo à sua pele respirar um pouco. Sentou-se nas pernas de Conan, de frente para ele, acariciando-o.
 
– Quer que eu tire a máscara, escravo?
 
Conan acenou assertivamente com a cabeça. Alessia subiu um pouco a máscara, até a altura do nariz, e ele buscou o ar avidamente, a respiração mais e mais ofegante. Ela o beijou. Mordeu. Arranhou seu rosto. Colocou suas mãos por dentro da máscara, tirando-a por completo. Conan tentou acostumar seus olhos à luz pálida das velas.
 
Alessia continuava na mesma posição, de frente para ele. Pela abertura do catsuit, ele via revelada uma parte da pele dela. Alessia o olhou dentro dos olhos, e sem jamais desviar o olhar, aproximou a adaga de seu peito alvo, fazendo um corte fundo. Um filete generoso de sangue saiu dele. Limpou a lâmina com a língua e guardou novamente a adaga dentro da bota.
 
Conan estava boquiaberto. Não sabia nem o que pensar, o que dirá reagir.  Com os dedos médio e anelar direitos, Alessia recolheu o filete que escorria da sua pele e os levou à boca, manchando seus lábios com o próprio sangue, como se fosse batom. Aproximou sua boca da de Conan, sem o beijar, então passou a língua nos lábios, limpando-os.
 
– Você devia experimentar,  Conan. Não há sabor igual!
 
Tentando articular as palavras, ele murmurou algo parecido com “eu quero”.
 
– Mas tem que ser da forma como eu comecei… – sussurrou Alessia em seu ouvido – …com o seu próprio sangue…
 
Ele balançou a cabeça, concordando. Nem sabia mais com o que concordava, mas sabia que não queria discordar. Faria o que ela mandasse. O que quisesse. Qualquer coisa.
 
– Tudo o que você quiser, Alessia.
 
Ela sorriu.
 
Indo até os pés da cama, retirou todas as almofadas e o cobertor, revelando a Conan o corpo de Vitor.
 
– Mas é…é…
 
metaleiro estava gelado. Por alguns momentos quis fugir dali, para bem longe daquela mulher magnificamente insana e daquele defunto. Mas a vontade passou quando imaginou que seu rival ao coração e à cama de Alessia já estava fora da jogada. “E se eu ajudá-la a se livrar do corpo, certamente a terei para sempre, ou enquanto eu quiser”, fantasiou.
 
– Você assistiu ao Cova Rasa, não assistiu?
 
Ele meneou a cabeça.
 
Alessia saiu do quarto, e voltou com o único machado de sua coleção, presente de uma amiga, professora de História Medieval.
 
– Então faça!
 
– Sim, faço. Mas quero continuar a brincadeira que você começou. Vamos até o fim, Alessia!
 
Ela respirou fundo. Concordou. Sorriu.
 
– É claro que sim, meu demônio querido – disse, acariciando seu rosto -, mas em um lugar especial. Vamos nos livrar do corpo, antes. Primeiro as obrigações, depois o prazer.
 
Conan cortou o corpo de Vitor em várias partes, segurando-se para não vomitar. Em vão. Além do cheiro forte, pesava o fato de nunca ter matado ninguém, muito menos decepado. Mas Alessia valia o sacrifício, e o que o esperava também. Não sabia onde ela o levaria, mas se as preliminares haviam sido daquele jeito, sabia que podia esperar o melhor do ato principal.
 
Com a ajuda de Alessia, colocou os pedaços de Vitor em vários sacos de lixo, com os quais desceu até a garagem. Entraram no carro dela, e então dirigiram até a Pedreira, onde os descarregaram.
 
– Agora quero meu prêmio.
 
Alessia sorriu um sorriso malicioso e repleto de mistério e terceiras intenções, e dirigiu até as Ruínas de São Francisco. Àquela hora já não teria mais ninguém por perto.
 
– Venha – ordenou, pegando no porta-malas o machado medieval com que haviam destroçado Vitor.
 
Pularam a cerca e entraram nas ruínas, Alessia indicando o caminho.
 
– Olhe o que eu trouxe pra você…
 
Era a máscara, que Conan mesmo vestiu, alegremente. Sim, sim…continuariam de onde haviam parado.
 
– Quer me amarrar de novo?
 
Ela soltou uma gargalhada.
 
– Não é necessário. Mas você tem que prometer que não vai emitir nenhum som… – sussurrou.
 
Ele balançou a cabeça em excitada afirmação, e fechou o zíper da máscara.
 
Alessia tirou a adaga de dentro da bota. Conan foi morto com a garganta aberta de um extremo a outro, num sorriso escancarado, quase como Vitor. Alessia levou o líquido vermelho aos lábios de Conan, cumprindo a promessa de iniciá-lo naquele prazer sublime; ajoelhou-se e experimentou mais uma vez o sangue de sua vítima. Tudo valia a pena por aqueles rápidos momentos de prazer sangüíneo. Então pegou o machado, e separou o corpo de Conan em seis partes, deixando-o ali mesmo. Quem diria que existiam serial killers daquele calibre em Curitiba…ou quem sabe tivesse sido briga de gangues, vingança. A polícia ligaria os dois crimes quando os encontrasse, certamente então teceriam alguma explicação.
 
Agora tudo o que tinha a fazer era ensaiar a tristeza e o terror de saber que seu namorado havia sido encontrado esquartejado, e que haviam feito outra vítima depois dele. Alessia dirgiu de volta para casa, a alma lavada em sangue.

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~ por EstelaZ em março 16, 2006.

4 Respostas to “PRAZER SANGÜÍNEO”

  1. Magnifico.
     
    Não esperava que Alessia se tornasse tão maquiavélica…
    Infelizmente ( ou felizmente ) todos nós estamos sujeitos a encontrar pessoas deste belo porte nas ruas… que rolem os dados…

  2. muuuiito bom.. verei os  cap anteriores aki
     
    bejus!

  3. Hi sweet-heart!Eu realmente não tenho como meu desculpar, com cerca de 2000 mil leitores,  que é o estimado para meus 600.. e tantos livros vendidos, só posso confabular e pedir perdão.Foi um erro crasso mas necessário, aprendi muito com ele, aprendi que tenho talento, que sei criar, que provavelmente conseguirei trilhar algo maior, que "NÃO SEI ESCREVER DIREITO", eu era muito bom em biologia, mas medíocre em língua portuguesa, enfim, que preciso de um revisor. rsrsrsCorre a boca pequena que isso pode ser facilmente resolvido, caso uma editora se interesse por uma obra, sei que alguns grandes como Jorge Amado, nunca publicaria um livro sem estes profissionais, coisas de País de terceiro mundo, escola publica, e realmente (mae-culpa), relaxo de minha parte.Não esquenta eu te entendo.Quanto ao link, será um prazer, esta bem largado o blog, tinha dois contos e mais quatro para serem publicados, mas destes 04 restantes, um vai virar curta e o outro esta em projeto para um longa, quem sabe dai sairá meu impulso na literatura.Linka a vontade, e a propósito, já li e gosto dos teus textos, mas confesso prefiro os góticos, terror e gore, mas com uma pitada de  sado, pois bastam duas pitadas e pronto, você fica presa ao estilo.Beijos. 

  4. Bloodly exciting passage…
    From one writer to another I can say that\’s quite a story!
    I\’d love to read a book about that! 🙂
     
    Take care!
     
    Gus

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